quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Lucky

O meu bichinho morreu. O gato, o Lucky, que nos fez companhia durante quase 16 anos partiu. O sentimento de perda é enorme, faz falta a companhia, os miados, os mimos e as brincadeiras.
Agora é uma casa um pouco mais vazia. Ainda não me habituei a não o ter à entrada para me receber quando chegava a casa, para me saltar para o colo assim que me sentava no sofá, para se aninhar aos pés da cama quando me ia deitar.
Lembro-me de estar com a minha filha a escolher que nome lhe iríamos dar e dado que tinha sido recolhido da rua, achamos por isso que tinha tido sorte e por isso o nome de Lucky.  E sim, teve sorte em poder estar junto de uma família que lhe deu não só a comida e o teto de que necessitava mas o carinho que qualquer animal deveria ter.
Por isso, e embora a tristeza da sua partida nos afete, tenho a certeza que foi um gato felizardo em todos os bons anos que tivemos a sua alegre companhia.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

E a Primavera que nunca mais chega...

Estamos no inicio de Abril e a Primavera nunca mais chega, o frio continua e a chuva não nos dá uma folga.
O sol não nos aquece o corpo e sobretudo a alma.
O tempo passa triste por nós com a certeza de que amanhã tudo estará igual e tudo será diferente.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Olá, mais uma vez.

Ola, cá estou eu mais uma vez a regressar. Eu sou um pouco como o "criminoso que volta sempre ao local do crime", tirando a parte do criminosa e do crime, cá estou eu.
Assim sendo, espero retornar aqui para os meus encantos e também desencantos dos quais a vida é feita com muito mais assiduidade.
Até breve, espero.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


O Natal está aí novamente, mais um ano que sucede a um outro, e outros e mais outros virão.
É nesta ocasião que a maior parte das pessoas se lembram dos pobres, dos sem abrigo, embora durante todo o ano eles continuem lá, igualmente pobres e sem abrigo.
Mas é NATAL e o Amor invade-nos o coração.
Por isso a todos um Bom Natal.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

E dizem que os jovens não sabem pensar....

Li hoje esta pequena crónica no jornal e pensei que este sentimento reflete uma parte daquilo que o País está a fazer aos  jovens de hoje e de amanhã.
"Lembro-me, quando era miúdo, de os meus pais me aconselharem a estudar, independentemente daquilo que eu quisesse ser quando fosse “grande”. E tinham bons argumentos para aquele conselho: “Olha que um canudo é um passaporte para ter um emprego, independência e dinheiro no bolso.”
Quando terminei o ensino secundário, também a dedicada directora de turma que tive quis dar um conselho à malta: “Vocês estudem, porque um canudo é um passaporte para ter um emprego e a vossa independência.” Quando ouvi aquilo, pareceu-me que ela se tinha esquecido de uma parte qualquer da frase, mas como a senhora usava uma cana para apontar para os acetatos que passava no retroprojector, achei melhor não questionar.
Anos mais tarde, já no ensino superior, um dos meus professores anunciou numa aula, com grande pompa e circunstância: “Vocês estão no sítio certo. Estudem, porque um canudo é um passaporte para ter emprego.” Algo começava a cheirar mal. Parecia que, à medida que o tempo ia passando, aquele conselho perdia o brilho. Mas bem, como o homem parecia estar certo do que estava a dizer resolvi seguir o conselho. Por isso e por ele ter o dobro do meu tamanho. Aquele não precisava lá de canas para se fazer entender. E a verdade é que, mesmo não tendo o brilho de outros tempos, era um óptimo conselho. E se ninguém lhe mexesse mais, estava óptimo.
Os anos foram passando e muitos jovens, como eu, foram tirando os seus cursos superiores e entrando na vida activa. Continuava-se a acreditar que “… um canudo é um passaporte para ter emprego.” Até que chegou a “crise” e o Governo começou a cortar. Primeiro nos subsídios. Depois nos salários e nas pensões. Nem os apoios sociais e os cuidados de saúde escaparam. Mas foi quando os cortes chegaram às reformas dos políticos que me preparei para o pior.
E assim foi. Em vez de pararem com os cortes ou de cortarem nos provérbios ou nas adivinhas, seguiram em frente e, sem dó nem piedade, cortaram nos conselhos. E, mesmo assim, podiam perfeitamente ter cortado no “coma fruta cinco vezes ao dia”, por exemplo. E ficava só “coma fruta cinco vezes.” A pessoa ficava a saber que tinha que comer fruta e sem a obrigação e a despesa de ter que o fazer cinvo vezes por dia. A mim dava-me imenso jeito.
Mas não foi nada disso que fizeram. Sem qualquer dó, cortaram no conselho que norteou a vida de tantos filhos e pais neste país. E foi assim que de “estudem; porque um canudo é um passaporte para ter emprego” ficámos com “estudem; porque um canudo é um passaporte.”
E agora que o mal está feito, o Governo podia ser coerente com aquilo que fez e ir até ao fim na sua política. Já que mexeu no conselho, devia mexer também nas Universidades e nos Centros de Emprego. As Universidades deveriam ser obrigadas a disponibilizar quais os destinos a que cada passaporte, perdão, cada canudo dá direito. Sim, porque senão há o risco de quem ouvir “estuda, porque um canudo é um passaporte” pensar que pode ir viajar para onde lhe apetece. Assim, teríamos “Enfermagem – Reino Unido” ou “Engenharia Mecânica – Alemanha”.
Mas se o objectivo do Governo é mesmo poupar dinheiro, o mais prático seria fundir os Centros de Emprego com a TAP. Assim, uma pessoa mal acabasse o curso, pegava no certificado e ia directamente para o aeroporto. No check in, a empregada passava o certificado no detector e informava o passageiro do seu destino.
Parece que já estou a ver o estilo: “Engenharia Civil? Ainda dizem que está mal! Tem Angola, Moçambique, Médio Oriente, Peru, Chile e até 2014 estamos com uma promoção para o Brasil! Está interessado? Chegue-se aqui para o lado enquanto pensa. Próóóóóóóóximo!”

(in Publico, P3, Tiago Leal)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sera possivel??

No Expresso on-line de ontem foi publicado o seguinte artigo de opinião da autoria de Daniel Oliveira.
Com todas as afirmações que teem sido proferidas pelo Dr. Passos Coelho e por todas as decisoes que teem vindo a ser tomadas, nao posso estar mais de acordo com este artigo.
"Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade." Pedro Passos Coelho.
Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas não se esqueceram de onde vieram e por o que passaram. Sabem o que é o sofrimento e não o querem na vida dos outros. São solidárias. Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis. Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas. E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.
Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições. Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o "risco".
Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei amanhã. Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir: como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?

sexta-feira, 9 de março de 2012

Boas noticias

Por vezes também há boas noticias, assim li na comunicação social há uns dias que uma equipa de investigadores portugueses tinham desenvolvido um novo método muito eficaz e mais pratico de deteção do cancro do colo do útero. É sempre de elogiar esta vontade de fazer bem aos nossos jovens investigadores que não são inferiores aos estrangeiros. Muitos Parabéns.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vidas...

Hoje, às portas de uma capital europeia como é Lisboa um novo e violento crime aconteceu, um rapaz de 17 anos foi brutalmente assassinado.
Como é que podemos continuar a conviver com tudo isto à nossa volta sem sentir uma enorme revolta contra que tem a frieza de cometer este tipo de crime.
É tempo de tentar entender o que está a acontecer nesta sociedade que estamos a construir, algo está realmente errado. Onde estão os valores e o respeito pela VIDA, nossa e de todos os que nos rodeiam?
Vale a pena perder alguns minutos da nossa vida sempre apressada para pensar se é neste Mundo que queremos que os que nos são queridos cresçam.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ser mãe...

A minha filha já não é criança, nem sequer adolescente, já é uma mulher, embora por vezes ainda imatura. Reconheço nela muitas vezes a rebeldia que eu também tinha na sua idade e alguma intolerância com certas circunstancias da vida. A "certeza" de quem tem todo o saber nos seus pouco mais de vinte anos às vezes magoa.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

E a chuva???

O tempo esta especialmente bom, o sol tem brilhado há mais de dois meses sem que se vislumbre umas gotas de chuva. Todos nós apreciamos este tempo que no ilumina a alma e nos aquece o corpo, mas a falta de agua que ja se faz sentir começa a preocupar toda a gente e por isso até a Senhora Ministra do Ambiente já diz que: "tenho muita fé que vai chover em breve", Pois, realmente é preciso muita fé para aguentar tudo aquilo que nos estão a fazer os nossos politicos.